Estou abandonando este blog. Ele servia mais como um momento de reflexão e compartilhamento com as pessoas à minha volta, porém, na minha nova aventura, as pessoas à minha volta não vão falar português. Além disso, estou quebrando a minha cabeça fazendo meu trabalho de conclusão de curso, tá na hora de me comprometer com ele e acabar de uma vez com a procrastinação teórica. Chega de distrações.
Por enquanto não terei um blog sobre liderança, mas prometo documentar minha experiência na Noruega (em inglês) através do Young-Leader, meu futuro novo blog (que ainda não existe).
Em tempo: ando tendo um bocado de idéias delirantes sobre a escola do futuro.
Nos vemos por aí, jovens líderes.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Todo começo tem um fim e vice-versa
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Sergio Schuler
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Definindo meu norte
Após 1 postulação, 1 vídeo e 2 entrevistas, no último domingo fui informado por skype que havia sido selecionado para trabalhar na Noruega, mais precisamente como Diretor de Gestão de Talentos da AIESEC na Noruega! Estava sozinho em casa, o que não me impediu de gritar por aí, saltar e começar a ligar e mandar mensagem pra todo mundo.
Tenho que estar lá no dia 15 de junho deste ano e fico até o ano seguinte, mais precisamente 30 de julho de 2009. O que significa que “pularei” um inverno na minha vida, porém vou conhecer o inverno mais frio que já tive notícia.
Eu vou pra Oslo, a capital do Reino da Noruega (sim, é uma monarquia constitucional parlamentarista), que fica mais ao sul (ainda bem). Eu vou ganhar cerca de 8.500,00 coroas norueguesas (na real é 10.500,00, mas aí é sem contar os impostos), mas não se impressione com o número, porque isso significa cerca de R$ 2800,00 (só que na Noruega o custo de vida seja bem mais alto do que aqui, na real, segundo o Wikipedia é 25% mais alto que nos States).
Mas o que eu vou fazer lá? Bem, eu vou ser o Diretor Nacional de Gestão de Talentos, o que significa que eu vou liderar a estratégia para atrair, selecionar, reter e desenvolver talentos em toda a AIESEC Noruega. Como eles têm problemas de retenção de pessoas (a galera é selecionada e logo sai da AIESEC, diminuindo os resultados da organização que precisa ficar treinando todo mundo de novo) e a presidente eleita disse que gestão de talentos vai ser um dos focos do ano que vem, tenho certeza que vai ser um prato cheio essa minha nova experiência.
Não vejo a hora de botar a mão na massa!
Eis o resto da galera do comitê nacional que vai ser o meu time:
Sonam Arora
Cargo: Presidente
Nacionalidade: Indiana
Idade: 21
Sveinung Årseth
Cargo: Diretor de Projetos
Nacionalidade: Norueguês
Idade: 23
Ida Linn Måløy
Cargo: Diretora de Relações Externas e Comunicação
Nacionalidade: Norueguesa
Idade: 22
Camilla Gullberg
Cargo: Diretora de Relações Corporativas
Nacionalidade: Norueguesa
Idade: 22
E eu:
Cargo: Diretor de Gestão de Talentos
Nacionalidade: Brasileiro
Idade: 25 (26 dia 21 de janeiro agora, putz!)
E vai ter mais um(a) que será Diretor(a) de Intercâmbio, as postulações serão abertas para um 2º round, já que ninguém foi eleito pra essa posição.
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Sergio Schuler
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Próximos passos (fluxo de pensamento sem muito sentido ou revisão)
Escrever me ajuda a pensar. Eis o motivo desde post.
Depois de perder a eleição, tenho pensado em como vai ser o próximo passo. Pra dizer bem a verdade, está tudo bastante incerto, mas eu estou calmo, o que é algo de se admirar, porque eu sou uma pessoa que geralmente não lida 100% bem com incertezas. Acho que estou aprendendo a ser mais flexível, quem sabe.
Certamente quero ser diretor da AIESEC em algum país, porque sei que posso (e quero) impactar a organização em um nível maior, ajudando assim a mais pessoas a descobrirem e desenvolverem seu próprio potencial que, talvez, pudesse nunca ser descoberto se não entrassem para a AIESEC (experiência própria). Porém, isso é um processo cheio de pedras onde nada é certo, já que posso ou não ser eleito. Pra piorar, existem AIESECs mais profissionais que outras - e eu não sei o que é melhor pra mim, estar entre as melhores ou entre as não tão boas. Estar entre as melhores é certamente uma grande chance de progredir, de ter pessoas talentosas ao meu lado e assim por diante. Porém estar entre as não tão boas pode abrir uma possibilidade imensa de a) mudar as coisas e impactar de forma absurda aquele país ou b) se frustrar pra caralho por não conseguir fazer nada.
Em geral as AIESECs mais fortes são mais difíceis de entrar, porém o Brasil é uma dessas AIESECs fortes e eu sou bastante conhecido por aqui. Porém outro ponto que me cutuca é o lado pessoal da coisa. A Anna provavelmente voltará pra Europa e seria bem mais simples pra nós se estivéssemos ao menos no mesmo continente. Eu entrei na AIESEC porque queria conhecer o mundo, acabei ficando no Brasil por escolha própria. Será que quero viver 1 ano em São Paulo e ter uma grande experiência profissional, porém mais uma vez deixar de lado o pessoal? Eu ando muito mais equilibrado, antes era só trabalho trabalho trabalho, mas há algum tempo comecei a balancear as coisas muito melhor. Eu ainda sacrifico-me pessoalmente pelo trabalho (e espero que os outros façam o mesmo), mas acho que estou mudando. Talvez seja a idade, talvez apenas auto-conhecimento do que eu preciso pra ser feliz. O caso é que além de tudo São Paulo é uma cidade horrível. Entre São Paulo e Praga, eu ficaria com Praga.
Por enquanto eu já me candidatei para a Noruega e Reino Unido. Penso em me candidatar também para a Bélgica, República Tcheca e, quem sabe, Brasil e Eslováquia. Todas essas AIESECs são bem diversas em resultados, tamanho, estrutura, etc. No fundo, eu ficaria feliz por algumas coisas e frustrado por outros em todas elas. Porém, qual será a que pode me trazer mais benefícios e menos malefícios?
Vou dar uma de Steve Jobs agora: vou pra frente a moda louco, depois eu conecto os pontos e vejo no que vai dar. Segura coração!
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Sergio Schuler
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Jota MCP
Não tenho quatro dedos numa mão, mas decidi me candidatar à Presidência. Não do Brasil, mas no Brasil. Vou me candidatar à Presidência da AIESEC no Brasil, o cargo popularmente conhecido como MCP (Member Committee President).
A coisa toda é simples, ainda que extremamente difícil. Todo ano, todos os países da AIESEC elegem sua diretoria, incluindo aí o Presidente, que têm mandato de um ano. O processo geralmente se resume a preencher e enviar a “postulação” (um documento com perguntas cabulosas para testar o quão preparado você está pro cargo que almeja), passar por uma série de entrevistas e chats com os votantes (e responder mais uma tonelada de perguntas cabulosas), ser sabatinado em uma conferência (e, adivinhe, mais perguntas cabulosas) e aí através dos votos ser eleito ou não, o que geralmente inclui tomar litros de álcool e ser atirado em uma piscina caso eleito.
A decisão em si não foi fácil tomar. Há mais de um ano eu pensava que agora eu me candidataria a Diretor Nacional (os caras que são liderados pelo Presidente), mas percebi que meu trabalho atual (e que eu estou há quase 1 ano), que é Líder de Estratégia Nacional, é bem parecido com as funções de Diretor, principalmente a Diretoria que eu queria, que era Gestão de Talentos. Eu já dou coach para os diretores locais de gestão de talentos, facilito conferências nacionais desde o ano passado, trabalho estratégias de gestão de talentos, lidero um time nacional que cria campanhas em gestão de talentos, já criei conteúdo para uma track com cerca de 200 pessoas em conferência nacional, enfim... Eu estava 100% seguro para assumir esse cargo, o que obviamente acionou o alarme de “falta de desafio” na minha cabeça.
Eu sou movido a desafio, não agüentaria mais um ano em algo que eu aprendesse relativamente pouco comparando a quantidade de esforço despendida (sim, porque apesar de não ser lá mais tão desafiador, é um trabalho que demanda muito até do filho do Chuck Noris com Jack Welsh e criado por Steve Jobs).
Algumas pessoas quando ouviam dizer que eu me candidataria para a diretoria nacional já haviam me perguntado “pra MCP?” e eu simplesmente dizia “não, não, diretor”. Pois bem, todos vocês que me perguntaram isso, chegou a hora, votem em mim e me façam um molhado e bêbado presidente no Conal 2007.
Façam eu entrar no glorioso hall dos CEOs mais mal pagos do mundo!
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Sergio Schuler
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
Planejamento não é tudo (é no mínimo escrito a lápis)
Tinha um sujeito que queria ser desenhista. E ele tinha um bom talento para o desenho. Aí um amigo o chamou para uma faculdade que inicialmente esse sujeito achou que era de fotografia, ele achou estranho, mas acabou entrando. Então o sujeito descobriu que não era fotografia, era uma faculdade de cinema. Logo ele se apaixonou pelo troço. Ele nem imaginava que queria ser cineasta. O nome da figura era George Lucas.
Essa história exemplifica que às vezes o plano muda. Planejar é bom, mas há momentos que nem todo o planejamento do mundo vai te ajudar. Há acontecimentos que não podem ser previstos, oportunidades que aparecem do nada, novos caminhos que se apresentam atraentes e antes eram inimagináveis. Isso é principalmente verdadeiro quando falamos de uma coisa muito mais maleável que um projeto em uma companhia: a nossa vida.
Eu sou um bom exemplo de como essas coisas mudam. Eu já tive certeza que seria desenhista, analista de sistemas, webdesigner, publicitário (e dentro disso: diretor de arte, redator e depois dono de agência) e tomei bons passos para isso, só para descobrir uma coisa nova. Como eu mudei de idéia pela última vez, que era ser publicitário, então foi a coisa mais bizarra:
Eu fui a um bar com uma amiga minha, ela me apresentou uma prima sueca de uma amiga dela, eu me apaixonei pela sueca e pensei em largar tudo pra dar uma banda pelo velho continente. Acabei encontrando a AIESEC pra fazer intercâmbio pra lá, as inscrições estavam abertas, me inscrevi sem saber direito como funciona, fui selecionado, me apaixonei por gestão de pessoas trabalhando ali, deixei meu intercâmbio pra depois, comecei a namorar uma ucraniana e hoje o que eu quero é lidar com o desenvolvimento do potencial das pessoas, uma coisa que eu jamais fiz idéia antes de entrar na AIESEC e trabalhar com isso.
Não havia nenhum plano concreto para isso, apenas aconteceu. Entrar na AIESEC foi a mais pura sorte, uma jogada louca, um troço meio “ah, vamos ver”. Como diria o Steve Jobs, connecting the dots looking backward, eu não tinha como saber isso olhando para o futuro, nenhum planejamento poderia ter me dito a loucura e o impacto que uma atitude tão idiota como ir a um bar com uma amiga poderia ter na minha vida. Ir àquele bar me fez mudar de profissão, provavelmente mudar de país, apaixonar-me por uma mulher que eu jamais veria se não fizesse parte da AIESEC, enfim.
Por isso é bom algumas vezes não seguir só o planejamento, mas o coração. Tenha o planejamento pra não navegar a deriva, mas saiba aproveitar a oportunidade de um vento soprando em uma nova, promissora e desconhecida direção. Não podemos ter medo. Citando mais uma vez o meu vídeo preferido: guts, this approach has never failed me before.
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Sergio Schuler
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terça-feira, 18 de setembro de 2007
Calheiros, educação, liderança na África - qual a conexão?
Em tempos de absolvição de Renan Calheiros em sessão secreta, no blog do Vedana ele comenta sobre a conexão entre educação e ética, além de colocar um excelente vídeo sobre um sujeito que tinha uma idéia clara sobre o que a África estava precisando para mudar: liderança.
Veja o post do Vedana.
Veja mais vídeos inspiradores no TED.com.
Consulte preços: liderança, educação , ética e senador no Buscapé.
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Sergio Schuler
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domingo, 26 de agosto de 2007
Sobre o jovem líder e o Jovem Líder
Se você não me conhece, aí vai o serviço: meu nome é Sérgio, mas muita gente me chama de Jota, Henrique, Rick ou Schüler, alguns ainda me conhecem por Dark (de DarkSpark), e apenas uma pessoa me conhece por Sete Quedas e uma outra por Chíler. Sei que só dizer isso não basta para conhecer ninguém, mas é um bom começo.
Há algum tempo tenho um blog, chamado Textorama, em que geralmente escrevo meus contos ficcionais e dou opiniões aleatórias sobre TV, cinema, música, enfim. Porém há algum tempo sinto a necessidade de escrever sobre um outro tópico - desenvolvimento de liderança - e absolutamente aquele não me parecia ser o lugar. Então aqui estamos, um novo blog, o Jovem Líder.
Essa necessidade de escrever sobre desenvolvimento de liderança vem principalmente de uma intensa experiência que vivo desde 2005 na AIESEC, uma organização que serve como plataforma de desenvolvimento de liderança para jovens.
Entrei na AIESEC em 2005 de uma maneira 100% aleatória: queria viajar para a Suécia, uma amiga minha (que não conhecia a AIESEC) disse pra mim que esse pessoal fazia intercâmbio (o que fazemos, mas apenas como um dos mais poderosos "módulos" nessa experiência de desenvolvimento de liderança) e eu me inscrevi. Descobri que a AIESEC não era só sobre intercâmbio, mas sim sobre desenvolvimento de liderança. Aí uma coisa levou a outra e acabei sendo eleito para Vice-Presidente de Desenvolvimento de Pessoas da AIESEC Porto Alegre para o ano de 2006. Aí no fim de 2006, já no final do meu termo na diretoria de Porto Alegre, me candidatei para ser do time de suporte da AIESEC no Brasil, o cargo é uma sigla praticamente infinita: NSL BPDF (National Strategy Leader of the Brazilian People Development Framework). Aí no meio de 2007 meu cargo mudou pra algo mais interessante, sou o líder do BTMU (Brazilian Talent Management Unit). E no ano que vem pretendo ser diretor nacional de gestão de talentos - se for eleito.
E então este blog será o lugar onde eu vou compartilhar as alegrias e frustrações no eterno caminho do desenvolvimento de liderança, as experiências, as pessoas que me influenciam, minhas metas para o futuro, compartilhar alguns recursos, fazer reflexões, enfim, falar sobre tudo relacionado a experiência do o que, por que e como da liderança.
PS: continuarei escrevendo contos no outro blog.